A Igreja e os Judeus

"Luz sobre a Verdade: A Doutrina Católica e a Incompatibilidade Intrínseca com o Nazismo – Uma Resposta às Calúnias Contra o Tríplice Império Neolatino"


I. Introdução: A Calúnia e a Necessidade da Verdade

A. A Acusação Infundada

Em tempos de grande polarização e desinformação, o Tríplice Império Neolatino, cuja fundação e ordenamento jurídico estão intrinsecamente ancorados nos imutáveis princípios da Santa Igreja Católica, tem sido alvo de uma acusação profundamente injuriosa e falsídica: a de ser nazista ou neonazista. Tal imputação, destituída de qualquer base factual ou doutrinária, representa não apenas um ataque direto à soberania e à integridade moral do Império, mas também uma deturpação vil dos valores e da história da própria Igreja, que serve de bússola para nossas leis e ações. Compreendemos que esta é uma tática secular dos adversários da fé e da ordem, que buscam desqualificar o que não compreendem ou a que se opõem, recorrendo à calúnia mais abjeta.

B. O Propósito do Dossiê

Diante de tamanha perfídia, a verdade impõe-se como o único caminho. Este dossiê foi concebido com o propósito inabalável de esclarecer os fatos, dissipar equívocos deliberadamente plantados e demonstrar, de forma cabal e irrefutável, a total e ontológica incompatibilidade entre os fundamentos do Tríplice Império Neolatino, enraizados na doutrina católica milenar, e qualquer ideologia totalitária, em particular o nazismo. Não se trata meramente de uma defesa, mas de uma exposição da verdade que servirá como baluarte contra as investidas de toda sorte de inimigos da civilização cristã e da dignidade humana. Aqui, desvelaremos como a luz da razão iluminada pela fé rechaça as sombras do preconceito e da tirania.

C. A Autoridade da Fonte

É imperioso reiterar que o Tríplice Império Neolatino não é uma construção meramente política ou ideológica, mas uma tríplice monarquia católica cujas leis e cujo controle de constitucionalidade estão sujeitos às interpretações da Santa Igreja sobre diversos assuntos. Isto significa que cada pilar de nossa sociedade, cada norma jurídica e cada decisão de Estado refletem e buscam concretizar os ensinamentos da Cátedra de Pedro, a qual sempre se opôs veementemente a toda e qualquer forma de totalitarismo que negue a Deus, rebaixe a dignidade humana, oprima a liberdade ou fomente o ódio racial. Ao defender o Império, defendemos a Verdade revelada e a Tradição viva da Igreja, contra as calúnias daqueles que buscam destruir a ordem natural e divina das coisas. Nossa resposta, portanto, é a voz da própria doutrina que nos guia, inegociável e imutável.

II. A Igreja Católica e o Povo Judeu: Uma História de Encontros, Desafios e Reconciliação

Para compreender a profunda incompatibilidade entre o Tríplice Império Neolatino e as acusações de nazismo/neonazismo, é fundamental examinar a posição histórica e teológica da Santa Igreja Católica em relação ao povo judeu. Esta relação, que se estende por milênios, é marcada por raízes comuns, diálogos frutíferos, tensões dolorosas e, mais recentemente, uma profunda e sincera reconciliação.

A. Raízes Comuns e os Primeiros Séculos da Igreja

O cristianismo não surge do vácuo; suas raízes mais profundas estão plantadas no solo fértil do judaísmo. Jesus Cristo, o Filho de Deus encarnado, era judeu. A Virgem Maria, Sua Mãe Imaculada, era judia. Os Apóstolos, os primeiros evangelistas e os pilares da Igreja nascente, eram judeus. As Sagradas Escrituras da Antiga Aliança, que formam a base da Revelação Divina, foram confiadas primeiramente ao povo de Israel. A própria liturgia cristã, em seus primórdios, herdou muitas de suas formas e expressões do culto sinagogal.

Nos primeiros séculos, a Igreja considerava-se a verdadeira Israel, herdeira das promessas divinas e da Aliança selada por Deus com Abraão e Moisés. Os primeiros cristãos eram vistos, inclusive por Roma, como uma seita do judaísmo. No entanto, à medida que a mensagem de Cristo se espalhava pelos gentios e a fé se abria para além das fronteiras étnicas e culturais judaicas – conforme a missão universal confiada por Jesus ("Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura" – Mc 16,15) –, a separação entre judeus e cristãos tornou-se progressiva. Teologicamente, a Igreja afirmava que a Nova Aliança em Cristo não revogava a Antiga, mas a cumpria e aperfeiçoava, tornando-se o caminho universal de salvação. Essa distinção levou a debates teológicos e a uma crescente polarização, com cada grupo afirmando sua própria identidade e compreensão da Lei e dos Profetas. Apesar das tensões, a Igreja nunca deixou de reconhecer a eleição divina de Israel e a profecia dos Patriarcas e Profetas como a preparação para a vinda do Messias.

B. Tempos de Tensão e Distanciamento (Idade Média e Moderna)

A longa história das relações judaico-cristãs na Idade Média e Moderna é complexa e, por vezes, dolorosa. Embora a Igreja, em sua doutrina oficial, nunca tenha promovido o ódio racial ou a perseguição sistemática dos judeus como política de Estado, é inegável que, em muitos momentos, filhos da Igreja e até mesmo certas comunidades eclesiásticas falharam gravemente em viver o mandamento do amor. As tensões socioeconômicas, as acusações de deicídio (embora a Igreja sempre tenha ensinado que a responsabilidade pela morte de Cristo recai sobre a humanidade inteira e não sobre um povo específico – Catecismo da Igreja Católica, n. 597) e interpretações equivocadas de textos bíblicos contribuíram para um clima de desconfiança e, ocasionalmente, para ações hostis.

Eventos como as Cruzadas, embora primariamente direcionadas à reconquista da Terra Santa, por vezes desvirtuaram-se em ataques a comunidades judaicas. A Inquisição, uma instituição complexa destinada a combater heresias internas à Igreja, por vezes estendeu sua ação a judeus convertidos (cristãos-novos) sob suspeita de falsa conversão, mas não perseguia judeus não-convertidos por sua fé. Os guetos, que segregavam comunidades judaicas, foram estabelecidos em diversas cidades europeias, por vezes com a participação de autoridades eclesiásticas, refletindo uma mentalidade de "tolerância" forçada, mas que também visava a "proteger" os judeus da pressão popular ou vice-versa.

É crucial, contudo, fazer uma distinção vital: o antijudaísmo e o antissemitismo. O antijudaísmo histórico, presente em certos círculos cristãos, derivava de diferenças teológicas e, por vezes, degenerava em preconceito e discriminação, mas não era intrinsecamente racial. O antissemitismo, por outro lado, que floresceu particularmente a partir do século XIX, é uma ideologia de ódio racial, pseudocientífica, que considera os judeus como uma raça inferior e perigosa, independentemente de sua fé. A Igreja Católica, em sua doutrina, sempre condenou o ódio racial, pois reconhece a unidade da família humana, criada por Deus à Sua imagem e semelhança (Atos 17,26). Além disso, a história registra exemplos de intervenções papais e eclesiásticas para proteger comunidades judaicas em diferentes períodos, mitigando perseguições e oferecendo refúgio. Estes atos de caridade e justiça, embora por vezes ofuscados por falhas humanas, demonstram a persistência da caridade cristã mesmo em tempos de grande ignorância e preconceito. A Igreja, como mãe, lamenta profundamente os erros e as iniquidades cometidas por alguns de seus filhos contra os judeus ao longo da história, reconhecendo-os como uma chaga em sua própria carne.

C. A Virada do Século XX e a Tragédia do Holocausto (Shoá)

O século XX testemunhou o surgimento e a culminância do antissemitismo racial em sua forma mais hedionda: o Nazismo. Esta ideologia genocida, que culminou no Holocausto (Shoá), não era uma manifestação de antijudaísmo cristão, mas uma doutrina neopagã e racialmente motivada, que via no judaísmo e no cristianismo as raízes de uma "moral de escravos" a ser superada. O Nazismo perseguiu não apenas judeus, mas também cristãos que se opunham a seus princípios, bem como outras minorias consideradas "indesejáveis".

A posição do Papa Pio XII e da Santa Sé durante a Segunda Guerra Mundial é um ponto de intensa e injusta controvérsia. Documentos históricos e testemunhos de sobreviventes confirmam as extensas ações de salvamento e assistência humanitária realizadas pela Igreja Católica. Milhares de judeus foram acolhidos em mosteiros, conventos, seminários e até mesmo na residência papal de Castel Gandolfo. Muitos diplomatas vaticanos agiram para emitir vistos e salvar vidas. Pio XII, em sua prudência, optou por uma diplomacia velada, acreditando que protestos públicos abertos provocariam represálias ainda mais severas dos nazistas contra judeus e católicos. Historiadores como Pinchas Lapide e Gary Krupp, ambos judeus, atestam as milhares de vidas salvas por Pio XII e pela Igreja. O Papa João XXIII, em seu diário, registrou o grande número de judeus salvos por ordens de Pio XII, referindo-se a ele como o "Pastor Angelicus" que "salvou as vidas de um sem-número de judeus". O sofrimento inominável dos judeus na Shoá é uma ferida profunda na consciência da humanidade e na memória da Igreja.

D. Pós-Vaticano II: Reconciliação, Diálogo e Entendimento Profundo

A verdadeira virada na relação judaico-católica ocorreu com o Concílio Vaticano II. A Declaração Nostra Aetate (1965), sobre as relações da Igreja com as religiões não-cristãs, foi um marco decisivo. Nela, a Igreja Católica:

  1. Reconhece as raízes comuns da fé cristã no judaísmo.

  2. Afirma que a Aliança de Deus com Israel não foi revogada.

  3. Condena explicitamente o antissemitismo, "em qualquer tempo e por quem quer que seja praticado", e lamenta as perseguições sofridas pelos judeus.

  4. Rejeita a acusação de deicídio generalizada aos judeus, afirmando que a responsabilidade pela morte de Cristo não pode ser atribuída indiscriminadamente a todos os judeus de seu tempo ou aos judeus de hoje (Nostra Aetate, n. 4).

  5. Incentiva o diálogo e o respeito mútuo.

Desde então, os Pontífices têm se empenhado em uma era de profunda reconciliação e amizade. São João Paulo II referiu-se aos judeus como "nossos irmãos maiores na fé" durante sua histórica visita à Sinagoga de Roma em 1986. Ele também realizou a primeira visita papal ao Muro das Lamentações em 2000, onde depositou uma oração de arrependimento. Bento XVI e Francisco seguiram seus passos, visitando Israel, sinagogas e campos de extermínio como Auschwitz, sempre expressando profunda dor, solidariedade e compromisso com o diálogo inter-religioso. O reconhecimento do judaísmo como fé viva, parte integrante do plano salvífico de Deus e a condenação inequívoca do antissemitismo e de todas as formas de ódio racial são pilares inegociáveis da doutrina católica contemporânea.


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III. A Interpretação Teológica e Escatológica da Igreja sobre o Povo Judeu

A relação da Igreja Católica com o povo judeu transcende a mera coexistência histórica; ela se fundamenta em uma profunda compreensão teológica do plano de salvação de Deus. A Doutrina Católica reconhece a eleição divina de Israel e seu papel insubstituível na história da salvação, o que torna qualquer forma de antissemitismo não apenas um erro moral, mas uma heresia fundamental.

A. O Lugar Irrevogável da Antiga Aliança

A Igreja Católica ensina, com clareza inegável, que a Aliança de Deus com o povo de Israel – a Antiga Aliança – é irrevogável. Deus é fiel às Suas promessas, e Sua eleição de Israel permanece um ato de amor eterno. Conforme as palavras do Apóstolo São Paulo em sua Epístola aos Romanos (capítulos 9-11), os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis (Rm 11,29). Isso significa que, mesmo com a vinda de Jesus Cristo e o estabelecimento da Nova e Eterna Aliança, a primeira Aliança não foi anulada ou revogada por Deus. Pelo contrário, a Nova Aliança em Cristo vem para cumprir e aperfeiçoar a Antiga, não para substituí-la de forma que anule a eleição de Israel.

Para a Igreja, os judeus permanecem o "povo de Deus" por excelência, aqueles a quem foram confiadas as promessas, a Lei, os Profetas e, mais importante, a quem pertenceram os Patriarcas e de quem Cristo, segundo a carne, descende (Rm 9,4-5). A Igreja reconhece no povo judeu suas próprias raízes, a oliveira original da qual o ramo de Israel foi momentaneamente cortado, e na qual os gentios foram enxertados, como São Paulo explica (Rm 11,17-24). Assim, a Igreja, ao pregar o Evangelho, não busca a anulação da identidade judaica, mas o reconhecimento do Messias que veio de Israel para a salvação de toda a humanidade.

B. "Nossos Irmãos Maiores"

A profunda valorização do judaísmo pela Igreja contemporânea foi eloquentemente expressa por São João Paulo II. Em sua histórica visita à Sinagoga de Roma, em 13 de abril de 1986, ele se referiu aos judeus como "nossos irmãos maiores na fé" (nosotros somos los hermanos mayores en la fe). Esta frase encapsula uma teologia de fraternidade e reconhecimento mútuo. Significa que os cristãos se veem como filhos que chegam depois, nutrindo-se da mesma herança espiritual que foi transmitida primeiramente aos judeus.

Este título não é meramente uma cortesia diplomática, mas um reconhecimento teológico da primazia de Israel na história da salvação e da dívida espiritual que o cristianismo tem para com o judaísmo. A teologia católica reafirma que não se pode ser um verdadeiro cristão sem reconhecer e amar a herança judaica. A fraternidade entre cristãos e judeus é um testemunho da unidade da família humana sob o único Deus e Pai, e um imperativo evangélico. Esta perspectiva condena de forma intrínseca qualquer forma de hostilidade, preconceito ou ódio contra o povo judeu, pois seria odiar as próprias raízes da fé cristã.

C. Perspectivas Escatológicas e o Plano Divino

A visão da Igreja sobre o futuro do povo judeu está profundamente arraigada nas Sagradas Escrituras, particularmente nas epístolas paulinas. São Paulo, ele próprio um judeu que se tornou Apóstolo dos gentios, reflete sobre o "mistério" da eleição e do destino de Israel em Romanos 9-11. Ele ensina que, embora uma parte de Israel tenha endurecido seus corações em relação ao Evangelho de Cristo, esta é uma condição parcial e temporária, permitindo que a salvação alcançasse os gentios. No entanto, o plano divino não se esgota aí.

A Igreja sustenta a esperança escatológica de que, ao fim dos tempos, haverá uma plenitude da salvação, na qual o povo de Israel, em sua totalidade, reconhecerá Jesus como o Messias. "E assim, todo o Israel será salvo" (Rm 11,26). Esta convicção não implica um proselitismo forçado ou a anulação da identidade judaica, mas a crença na fidelidade de Deus à Sua Aliança e na consumação de Seu plano salvífico para toda a humanidade, judeus e gentios, unidos em Cristo. O Catecismo da Igreja Católica ecoa essa esperança, afirmando que a “entrada da ‘plenitude dos judeus’ na salvação messiânica, na sequência da ‘plenitude dos gentios’, fará com que o Povo de Deus ‘realize a plenitude de Cristo’” (CIC, n. 674).

Esta perspectiva teológica e escatológica reforça a impossibilidade de o Tríplice Império Neolatino, fundamentado na doutrina católica, abrigar qualquer traço de nazismo. O Nazismo buscou a aniquilação física e cultural do povo judeu, enquanto a Igreja, mesmo em seus momentos de falha humana, sempre manteve a fé na eleição divina de Israel e na sua importância para a salvação da humanidade. O plano de Deus para a humanidade inclui o povo judeu de forma indissociável, e a rejeição ou o ódio a este povo é, portanto, uma rejeição de um aspecto fundamental do desígnio divino.


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IV. A Incompatibilidade Fundamental entre a Doutrina Católica e os Regimes Totalitários

A Santa Igreja Católica, ao longo de sua história milenar, tem sido a guardiã da dignidade humana e dos direitos inalienáveis da pessoa, advogando por uma ordem social justa e livre. Por sua própria natureza e doutrina, a Igreja opõe-se vigorosamente a qualquer forma de totalitarismo, seja ele de direita ou de esquerda, porquanto estes sistemas negam os fundamentos da lei natural e da revelação divina, suprimem a liberdade e idolatram o poder do Estado ou de uma ideologia sobre o homem.

A. Princípios Católicos Fundamentais contra o Totalitarismo

Os pilares da Doutrina Social da Igreja (DSI) são, por si mesmos, um antídoto contra qualquer tentação totalitária:

B. O Comunismo: Negação de Deus e da Dignidade Humana

A condenação da Igreja ao comunismo é clara e inequívoca, articulada em diversas encíclicas papais. Desde Rerum Novarum (Leão XIII, 1891), que rejeitou a abolição da propriedade privada, até Quadragesimo Anno (Pio XI, 1931), que reiterou a importância da propriedade privada e da subsidiariedade, a Igreja apontou os erros inerentes ao socialismo e ao comunismo. A encíclica Divini Redemptoris (Pio XI, 1937), especificamente sobre o "Comunismo Ateu", condenou-o como "intrinsecamente perverso" por sua natureza ateísta militante, seu materialismo dialético, sua negação da dignidade individual, da família e da propriedade privada, e por sua promoção da luta de classes e da perseguição religiosa. Para a Igreja, um regime que suprime a liberdade religiosa, nega a existência de Deus e reduz o ser humano a uma mera engrenagem do Estado é radicalmente incompatível com a doutrina cristã.

C. O Fascismo: O Estado como Ídolo Supremo

Embora o Fascismo, em sua ascensão, tenha inicialmente buscado uma certa acomodação com a Igreja (como nos Pactos de Latrão de 1929 na Itália, que estabeleceram o Estado do Vaticano), o Papa Pio XI não hesitou em denunciar seus excessos totalitários. A encíclica Non abbiamo bisogno (Pio XI, 1931) critica a exaltação do Estado sobre a pessoa, a família e a liberdade de consciência. Nela, o Papa censura o "culto pagão do Estado", a "estatolatria", a "doutrina totalitária" que pretende "monopolizar integralmente a juventude, da primeira infância até a idade adulta, para o exclusivo e inteiro benefício de um partido, de um regime". A Igreja condena a ideologia fascista por sua tendência à idolatria do líder e à supressão das liberdades civis, pois o primado da consciência e da lei moral divina deve sempre prevalecer sobre as exigências arbitrárias do Estado.

D. O Nazismo: A Heresia Racial e o Ódio Totalitário

O Nazismo representa a forma mais virulenta e absolutamente condenável de totalitarismo aos olhos da Igreja Católica. Sua incompatibilidade é total e irredutível:


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V. O Tríplice Império Neolatino e a Doutrina Católica: Uma Refutação da Acusação Nazista

A calúnia de nazismo/neonazismo lançada contra o Tríplice Império Neolatino é não apenas infundada, mas absurdamente contraditória à própria alma de nossa tríplice monarquia. O Império, por sua natureza e legislação, é uma manifestação da Doutrina Social da Igreja Católica, cujos princípios são diametralmente opostos a tudo o que o Nazismo representou.

A. A Constituição Doutrinária do Império

Como já afirmado, o Tríplice Império Neolatino não é um mero Estado secular ou uma autocracia ideológica arbitrária. É uma tríplice monarquia católica, e sua carta magna, sua legislação e, mais crucialmente, seu controle de constitucionalidade estão intrinsecamente baseados e sujeitos às interpretações da Santa Igreja Católica. Isso significa que a legitimidade de toda e qualquer lei dentro do Império é aferida pela sua conformidade com a Lei Natural e a Lei Divina, conforme ensinadas pelo Magistério bimilenar da Igreja. Não há espaço para arbitrariedades, paixões humanas desenfreadas ou ideologias políticas passageiras que contradigam os preceitos da fé e da moral católicas. A Igreja é, portanto, a bússola inabalável que guia a legislação e a governança do Império, garantindo que suas ações estejam sempre alinhadas com a dignidade da pessoa humana e o bem comum.

B. Os Princípios Impostos e a Contradição com o Nazismo

A adesão irrestrita do Tríplice Império Neolatino à Doutrina Católica faz com que qualquer alinhamento com o Nazismo seja uma impossibilidade ontológica:

C. A Absurda Acusação

Com base nesses fundamentos, torna-se evidente que a acusação de nazismo ou neonazismo contra o Tríplice Império Neolatino não é apenas falsa, mas intrinsecamente absurda e intelectualmente desonesta. É uma calúnia que revela ou um profundo desconhecimento da doutrina católica e da natureza do Império, ou uma deliberada intenção de difamar e descreditar uma entidade que se ergue sobre pilares de fé, razão, justiça e caridade.

O Nazismo foi condenado pela Igreja Católica como uma heresia racial, um paganismo totalitário e uma força genocida. Como poderia um Império cuja própria existência e legitimidade derivam dos ensinamentos dessa mesma Igreja — que corajosamente resistiu ao Nazismo e sofreu sob sua tirania (Pio XI, Mit brennender Sorge) — ser acusado de partilhar de tais ideais? É uma contradição em termos, uma falácia lógica e uma afronta à verdade histórica. O Tríplice Império Neolatino é, por sua própria natureza, um bastião da civilização cristã contra as trevas de toda forma de totalitarismo, defendendo a dignidade de cada filho de Deus e buscando o bem comum sob a luz da fé católica.


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VI. Conclusão: A Verdade Triunfa sobre a Calúnia

Ao longo deste dossiê, empreendemos uma jornada pela história e pela doutrina da Santa Igreja Católica, desvelando sua verdadeira natureza e seus imutáveis princípios. O objetivo foi claro: refutar as infundadas e injuriosas acusações de nazismo/neonazismo lançadas contra o Tríplice Império Neolatino. As verdades apresentadas não deixam margem para dúvidas: a calúnia é absurda, e a realidade é sua antítese radical.

A. Sumário dos Pontos Chave

Em primeiro lugar, reiteramos a profunda e inegável conexão da Igreja Católica com o povo judeu. Suas raízes estão firmemente plantadas no solo fértil do judaísmo, e a Igreja reconhece a Aliança de Deus com Israel como irrevogável (Rm 11,29). A visão teológica e escatológica da Igreja sobre os judeus, nossos "irmãos maiores na fé" (João Paulo II, 1986), é de respeito, fraternidade e esperança na plenitude da salvação. A Igreja, no Concílio Vaticano II, por meio da declaração Nostra Aetate (1965), condenou explicitamente o antissemitismo "em qualquer tempo e por quem quer que seja praticado", desmistificando de uma vez por todas a acusação de deicídio generalizado e lamentando as perseguições sofridas. A atuação de Pio XII na Segunda Guerra Mundial, documentada por historiadores sérios, revela um esforço incansável e silencioso para salvar vidas judias, desmentindo as calúnias sobre sua suposta omissão.

Em segundo lugar, demonstramos a condenação categórica e inegociável da Igreja Católica a todo e qualquer regime totalitário. Seja o Comunismo, por seu ateísmo militante e materialismo desumanizador (Divini Redemptoris, 1937); seja o Fascismo, por sua idolatria do Estado sobre a pessoa humana (Non abbiamo bisogno, 1931); ou, mais enfaticamente, o Nazismo, que a Igreja condenou como uma heresia racial, um paganismo desumano e uma força genocida. A Encíclica Mit brennender Sorge (1937), de Pio XI, é um testemunho indelével da resistência profética da Igreja contra a tirania nazista, que perseguiu tanto judeus quanto católicos. Os princípios católicos da dignidade da pessoa humana (Imago Dei), da subsidiariedade, do bem comum universal, da liberdade religiosa e da sacralidade da vida são incompatíveis com o racismo, o eugenismo, a tirania e o ódio intrínsecos ao Nazismo.

B. O Chamado ao Discernimento e à Justiça

Diante da evidência esmagadora apresentada, apelamos à razão, à honestidade intelectual e à consciência moral de todos, tanto dos acusadores quanto do público em geral. As calúnias contra o Tríplice Império Neolatino são uma afronta à verdade e uma tentativa de difamar uma entidade que, por sua própria natureza, é um baluarte contra as ideologias de ódio e opressão. Exigimos que se abandone o preconceito e a ignorância deliberada, e que se reconheça a verdade objetiva: o Tríplice Império Neolatino não é e nunca poderá ser nazista, pois seus fundamentos são diametralmente opostos aos do Nazismo. Qualquer insistência nessa falsidade é um ato de malícia e desinformação.

C. A Visão do Tríplice Império Neolatino

O Tríplice Império Neolatino, como tríplice monarquia católica, está integralmente comprometido com os valores perenes do Evangelho e da Doutrina Social da Igreja: paz, justiça, caridade e verdade. Nossas leis e nossa governança buscam proteger e promover a dignidade inalienável de cada indivíduo, a família como célula fundamental da sociedade, a vida desde a concepção até a morte natural, a liberdade religiosa e a busca do bem comum de todos os povos. Sob a luz da fé católica, aspiramos a construir um modelo de sociedade justa, ordenada e próspera, onde a caridade reina e a dignidade humana é sempre preservada, em contraste absoluto com a barbárie, o racismo e a tirania que caracterizaram o regime nazista.

D. O Legado de Oposição ao Ódio

Ao seguir a doutrina católica, o Tríplice Império Neolatino herda e perpetua uma gloriosa história de oposição a todas as formas de tirania, preconceito e ódio. A Igreja Católica, em sua essência, é universal, abrangendo todas as raças e nações na unidade de Cristo. Acusar o Império de Nazismo é não apenas ignorar essa herança milenar de combate ao ódio racial e totalitário, mas é também tentar silenciar uma voz que se levanta em defesa da verdade e da civilização cristã. O Império Neolatino é, e sempre será, um farol de esperança contra as trevas do totalitarismo, defendendo os princípios divinos que honram a Deus e dignificam o homem. Que a verdade, que sempre prevalece, dissipe as mentiras e ilumine os corações.


Fontes Consultadas para esta seção (Reafirmação dos temas principais):